domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dois globos, Um mundo

Hoje o chão nasceu dourado
Devagar
Com preguiça de acordar

Meus pés mudavam de cor como um camaleão
Acordavam
Acompanhavam o chão

Os raios de grama verde tingiam de terra o céu da manhã
Beijavam-se longe, onde não se via
Longe, e o horizonte sorria

“E ainda há quem diga que prefere olhar pro céu”, você disse.

E quando num reflexo involuntário toda a cena se desfez, eu entendi.
A manhã, quando não nasce nos seus olhos
É só mais uma manhã.

2 comentários:

  1. Qualquer coisa é só qualquer coisa quando não é vista por dentro...de dentro.

    Eu gostei dessa.

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