quarta-feira, 14 de outubro de 2015

As cores na areia me faziam mar

Submerso em meus braços, você
Não fazia força pra não tocar o chão
O olhar era torto
- O sentimento não

O cheiro salgado dos corpos cansados
Desenhava na areia do meu coração

Se sei o que fui – e muito sei disso
Me diz o que agora eu hei de não ser?

Se lhe rego de noite, no escuro
De dia me inundo
A tarde, seu mundo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Em fim

Quando tudo era rosa
Fui feliz

Bocas e peles e olhares
- as curvas e danças das faces
O enfim


Mas foi quando da roupa fez-se nua
Que a face antes riso fez-se tua
Minhas as coxas antes curvas
Nossas palavras antes suas.

De repente, não mais que de repente.

Fosse eu Vinicius, amava.
Mas morre em mim o amor
como morrem as palavras

(Entre pronome e sentimento
Há apenas um momento).